Fonte: Valor Econômico - 24/04/2009
Nas últimas semanas, uma série de executivos-chefes de empresas de tecnologia tem desembarcado nos aeroportos brasileiros interessados em explorar novas oportunidades no país. O Brasil já entrou na rota desses executivos há algum tempo, mas aparentemente as visitas se intensificaram nos últimos meses. O motivo? Com a forte retração da demanda em mercados mais maduros, eles estão vindo para conferir pessoalmente se, de fato, os negócios de tecnologia da informação no país estão avançando em uma velocidade muito mais rápida que nos Estados Unidos ou na Europa.
É uma premissa que também vale na comparação com os vizinhos da América Latina, a julgar pelos resultados de uma pesquisa da consultoria espanhola Everis. Segundo o levantamento, divulgado em primeira mão ao Valor, no primeiro trimestre, o Brasil só ficou atrás do Peru no uso das tecnologias da informação e comunicações (TIC), o que indica o crescimento da base de computadores, celulares, acesso à internet etc. O aumento foi de 9,3% em relação ao mesmo período do ano passado (no Peru, a expansão foi de 13,7%).
A média de gastos com TIC por pessoa no Brasil caiu 19,4%, para US$ 332. Essa queda, no entanto, não significa que o consumo diminuiu, mas é resultado do subsídio e dos descontos oferecidos por fabricantes, operadoras e varejistas, justifica Teodoro López, vice-presidente da Everis no país.
Em outro quesito do levantamento, o Brasil encabeçou as melhorias no ambiente da sociedade da informação (ISI), que mede o grau de maturidade da população em relação à tecnologia, e não meramente seu consumo. Segundo López, o crescimento neste quesito vem acontecendo nos últimos cinco trimestres, mas o país continua longe de um cenário ideal.
Apesar disso, as diferenças regionais ainda são muito contrastantes. No Sudeste, por exemplo, o número de residências com computador aumentou de 23,83% para 31%.
"O impacto de programas [de inclusão digital] do governo é importante, mas o crescimento não acontece na velocidade ideal", diz Juliano Cappi, analista de informações do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br), que conduz o levantamento. "Isso é preocupante porque a médio e a longo prazos a desigualdade pode aumentar", diz o especialista.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário